Leonel Morgado [professor]

Leonel Morgado é natural de Ansião (1970). Na pré-adolescência iniciou-se na programação informática e desenvolvimento de software interactivo, com o ZX81 e o ZX Spectrum, prosseguindo essa paixão no espaço Inforjovem da Escola Secundária de Pombal, nos anos 80, e na licenciatura em Engenharia Electrotécnica (Ramo de Informática) da Universidade de Coimbra, na transição oitentas-noventas e plena época do grunge, o que lhe permitiu manter em simultâneo na época um grupo de fados e uma banda de rock alternativo.
 
As raízes familiares ligadas ao pequeno comércio sempre lhe mantiveram acesa a preocupação com a relação entre pessoas e serviços, dos fregueses aos utentes e por fim aos utilizadores de sistemas informáticos. A sua vida profissional acabou por o levar a cruzar-se com necessidades muito diversas de relacionamento entre profissionais de informática, sistemas informáticos e a sociedade em geral.
 
Ainda na sua vida académica integrou a direcção do Centro de Informática da Associação Académica de Coimbra, onde geriu as salas de computadores abertas ao público estudantil, dos alunos de informática que testavam programas nas máquinas da associação aos de biologia que os usavam para fazer bases de dados de plantas guineenses. Assumiu também as reparações dos computadores vendidos por esse centro, o que o levou ao primeiro emprego, na empresa de revenda e retalho de hardware Suprides (Lisboa), desde as vendas, reparações e gestão de linha de montagem até ao cargo de Director Técnico-Comercial. Depois rumou ao Rio de Janeiro, onde na multinacional norte-americana IDOC foi terminologista da localização do Microsoft Office 97 para português europeu e teve de fazer a ponte entre os tradutores, a equipa de engenharia, os testers, o controlo de qualidade externo e a gestão. E aprendeu a gostar de açaí. Daí se fixou em Trás-os-Montes e Alto Douro, onde como profissional de engenharia participou na recolha e estruturação de informação, para produção e manutenção de sítios Web para museus, parques naturais e sítios arqueológicos, primeiro por si, depois como gestor de equipas. A partir da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, atacou o problema de recolher dados de listas de espera cirúrgicas em todos os hospitais do país, tendo gerido a equipa informática que conseguiu pela primeira vez criar na Direcção-Geral de Saúde uma base de dados actualizada mensalmente com os doentes em lista de espera de Norte a Sul do país. Regressando novamente ao terreno rural, geriu a equipa de exploração do projecto Trás-os-Montes Digital, que lutou para que em 31 concelhos e 82 freguesias, cobrindo Trás-os-Montes e Alto Douro, fosse possível dar a conhecer às populações a utilidade da Internet: dos desenhos para pintar ao contacto com os bisnetos emigrados, passando pelo e-banking para poupar nas deslocações de táxi às sedes de concelho.
 
Por fim, como docente desta universidade, abraçou os mundos virtuais como forma de podermos dar contexto ao que vemos, pensamos e aprendemos. Primeiro, no âmbito do seu trabalho doutoral, defendido em 2006, com educadoras do pré-escolar e crianças dos 3 aos 5 anos, a fazer programação de computadores animada. Depois em mundos como o Second Life, Activeworlds, Croquet e OpenSimulator, usados como plataformas de desenvolvimento, estudou, investigou e orientou alunos, colaborou com diversos colegas em Portugal e pelo mundo, tentando descobrir como facilitar o uso da informática e o desenvolvimento de ferramentas para aprendermos, conhecermos, colaborarmos e avançarmos. Nesse percurso, lecciona metodologias de programação e plataformas sociais aos cursos de Engenharia Informática, Tecnologias de Informação e Comunicação, e Comunicação e Multimédia, integra os órgãos sociais da Sociedade Portuguesa de Ciências dos Videojogos, fundou a série de conferências SLACTIONS e é revisor de artigos e comunicações para diversas revistas e conferências científicas, sendo autor e co-autor de mais de 80 publicações científicas e técnicas, incluindo um livro editado, artigos em revistas, comunicações em conferências e capítulos de livros.
 
Os projectos de investigação científica e desenvolvimento tecnológico que tem liderado centram-se no uso de mundos virtuais para formação profissional, em colaboração com a Portugal Telecom Inovação, Força Aérea Portuguesa e – no âmbito de linhas de apoio da Comissão Europeia – com várias empresas e instituições em mais de 10 países europeus. E acha essencial o chá das 16h30.

 
Mais informações em:

Site: http://home.utad.pt/~leonelm/

Facebook: http://www.facebook.com/leonel.morgado.


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